13 de dezembro de 2008

Ciclo de Concertos de Natal e Ano Novo

Iniciativa da Delegação do INATEL da Guarda, esta iniciativa visa divulgar a música tradicional e coral característica desta época natalícia

Inicia-se a 14 de Dezembro, amanhã, e
prolonga-se até 4 de Janeiro do próximo ano, um Ciclo de Concertos de Natal e Ano Novo organizado pela Delegação da Fundação INATEL da Guarda. O Ciclo inclui um conjunto de 10 Concertos com 15 grupos corais ou de música tradicional.
Para além dos Grupos do distrito da Guarda, “estarão também presentes dois conceituados grupos de fora do distrito: o Coral de Sant’Ana de Oliveira do Hospital e o Coral Brigantino de Bragança”, como se pode ler na nota enviada à comunicação social. O primeiro concerto tem lugar na Guarda-Gare na sede da Associação Cultural e de Melhoramentos do Bairro de Nª Sr.ª de Fátima, com o Coral Pedras Vivas.
Em Fornos de Algodres actuarão o Coral de Sant’Ana e Os Capelenses, no dia 28 de Dezembro, às 16H00, na Igreja da Misericórdia.
Como habitual, “para além da divulgação da música tradicional e coral ligada ao Natal, pretendemos também dinamizar os grupos e contribuir para a animação da quadra natalícia nas comunidades”.

6 de dezembro de 2008

Ciclo de Teatro de Outono chega a Fornos de Algodres

O Ciclo de Teatro de Outono que o Inatel leva a cabo todos os anos no último semestre, chega hoje a Fornos de Algodres.
O Teatro Imaginário, leva esta noite ao palco, pelas 21h30, no auditório da Associação de Promoção Social, Cultural e Desportiva de Fornos de Algodres (APSCDFA), as peças “Tão Longe” e “Presépio Mambembe”.
O Ciclo pretende fazer circular os Grupos de Teatro do distrito por várias localidades incentivando o gosto pelo espectáculo teatral e encorajando a actividade dos pequenos grupos locais.

O Notícias de Fornos de Algodres deseja a todos os seus leitores um Santo e Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.

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Que este Natal traga raios de luz que iluminem o vosso caminho e transformem o vosso coração, fazendo que vivam sempre com muita felicidade.Vivam cada dia, cada hora e cada minuto em plenitude, queiram a renovação e procurem os grandes milagres da vida.No Ano Novo é hora de renascer, de florescer, de viver de novo. Aproveitem este ano que se aproxima para realizarem todos os sonhos!

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FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO PARA TODOS!

Pequeno, tradicional e de rua: o comércio

Se por um lado a conjuntura económica tem diminuído o poder de compra, a ameaça das grandes superfícies ameaça não só os grandes centros mas também os pequenos concelhos. Fornos de Algodres, já sente na pela a fuga dos clientes, que se afirmam cada vez menos

Vendem três vezes menos que há cerca de dois anos atrás. A concorrência das grandes superfícies faz desanimar aqueles que durante décadas se dedicaram ao comércio tradicional. Temem que a situação piore e acabe mesmo por ‘matar’ este tipo de comércio.
As queixas dos comerciantes instalados no centro do concelho de Fornos de Algodres, em especial na Nacional 16, avolumam-se a cada dia que passa. A falta de poder de compra, a crise no bolso dos cidadãos e até mesmo a instalação de parquímetros, todos contribuem para ‘destruição’ deste pequeno comércio.

Uma agravante chamada parquímetro
Manuel Matos, proprietário da Casa Matos, tem a sua superfície comercial aberta há 22 anos, mas tem consciência da conjuntura económica que se vive e se tem vindo a agravar. Para ele, de “há uns quatro ou cinco anos para cá, a situação tem-se agravado, e foram as grandes superfícies comerciais, que tudo importam, que vieram contribuir para a ‘morte’ do comércio tradicional”. Acrescenta ainda que a instalação dos parquímetros numa parte do troço da nacional, agravaram a situação. “Tinha clientes que paravam o carro vinham comprar uma caixa de fósforos, hoje, não o fazem. A moeda para o parquímetro custa mais que a própria caixa”. Da mesma opinião partilha a proprietária da Papelaria Fidalgo, “os clientes vinham, compravam o que desejavam e ainda dávamos um ‘dedo’ de conversa, o que actualmente não acontece. Quando entram, saem num abrir e fechar de olhos ou nem entram”, conta.
Os cafés, mercearias, restaurantes, papelarias e estabelecimentos que vendem um pouco de tudo, lojas típicas do século XX, dão, hoje, lugar a um ‘fim quase anunciado’ pela crise, pela descaracterização das lojas tradicionais e pelo facto de muitos comerciantes não terem poder de investimento para acompanhar as tendências da inovação do mercado.




(leitura integral da reportagem na versão em papel)

4 de dezembro de 2008

60 anos ao serviço da Comunidade

No ano em que a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Fornos de Algodres comemora 60 anos de actividade ao serviço da comunidade, está reservado para o próximo dia 7 de Dezembro, um cartaz especial.
Haverá hastear de bandeiras às 09H00 e romagem ao Talhão dos Bombeiros no Cemitério meia hora depois. Às 10H30 decorrerá a recepção aos convidados no Quartel dos Bombeiros com condecorações e promoções e ainda a inauguração da Galeria dos Comandantes. Uma hora depois haverá missa solene na Igreja Paroquial, com uma Sessão Solene no Centro Cultural no Olival da Vinha às 12H30. Às 17H00 actuará a Banda Filarmónica da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Vimioso.

26 de novembro de 2008

Passear pelos recantos da natureza

Este ano, o encontro dos amantes dos ‘míscaros’ juntou cerca de uma centena de pessoas na freguesia de Algodres. Durante a pesquisa foram encontradas cerca de seis dezenas de espécies micológicas, expostas no final da actividade

A freguesia de Algodres foi palco, no passado dia 21 de Novembro, de mais uma edição do Passeio Micológico, cuja organização tem vindo a ser partilhada entre a Casa de Pessoal da Câmara Municipal de Fornos de Algodres e a Junta de Freguesia de Juncais, e que este ano reuniu cerca de uma centena de participantes.
O sucesso das edições anteriores tem-se materializado numa adesão em crescendo, obrigando mesmo a organização a declinar, já este ano, inúmeros pedidos de participação.
O sol e o bom tempo permitiram desfrutar de uma forma única e pouco habitual para a época do ano, os primeiros sabores micológicos, apresentados pela manhã, e servidos em base de queijo da serra, bem como de um passeio que iniciado em agrestes quelhas de granito, se abriu depois para povoamentos de pinheiro, carvalhos e castanheiros centenários.
Não obstante, a fraca humidade que tem marcado este Outono, a colheita viria a revelar-se surpreendente, sobretudo pela diversidade das espécies encontradas, que depois de devidamente identificadas, permitiu a exposição de mais de seis dezenas de exemplares.
O almoço servido na Quinta das Courelas fez jus àquela que começa a ser a imagem de diferença desta iniciativa, destacando-se da ementa o gratinado de Agrocibe aegerita e Boletus edulis bem como a finalizar uma mousse de Lactarius deliciosus com doce de marmelo, frutos silvestres e Flamulina velutipes.
Dos painéis, apresentados no período da tarde e a cargo de Rafael Neiva do Parque Natural da Serra da Estrela e de Purificacion Lourenzo, professora na Universidade de Vigo, viria a resultar a necessidade de ser elaborado um folheto informativo que alertasse as populações locais para a necessidade de serem implementadas um conjunto de boas práticas na recolha dos cogumelos consumidos localmente, sob pena de, não o fazendo se estar a promover um declínio irreparável das espécies.

Pelo distrito em BTT


A Delegação da Guarda da Fundação Inatel vai levar a efeito nos próximos dias 7 e 8 de Dezembro duas actividades de BTT no distrito.
A primeira actividade realiza-se no dia 7 de Dezembro, domingo, e é o passeio pelo “Planalto da Serra” centralizando-se no Centro de Férias de Vila Ruiva e desenvolve-se na Serra da Estrela. O percurso tem cerca de 50 quilómetros de extensão e dificuldade média/alta (em função das condições climatéricas).
A concentração está marcada para as 09H00 no Centro de Férias de Vila Ruiva; segue-se o passeio e almoço.
No segundo dia, segunda-feira, 8 de Dezembro, realiza-se a “Rota do Património” com cerca de 50 quilómetros e dificuldade média.
A actividade centraliza-se na Quinta das Courelas, em Fornos de Algodres. Esta iniciativa conta com o apoio da Câmara Municipal local.
A concentração está marcada para as 09H00 na Quinta das Courelas, seguindo-se o passeio e o almoço de encerramento.
Cada actividade custa 15 euros e engloba seguro, apoio de guias, reforço alimentar, banhos e almoço. Todos os que pretendem inscrever-se podem fazê-lo para o e-mail
del.guarda@inatel.pt até ao dia2 de Dezembro.

25 de novembro de 2008

Entrevista ao Padre Abel Ferreira


Sacerdote no concelho de Fornos de Algodres há sete anos, Abel Ferreira conhece as necessidades do Arciprestado. A actual crise de vocações sente-se um pouco por todo o lado, mas, segundo o sacerdote, a actual situação de falta de sacerdotes justifica-se com a sociedade materialista de hoje que facilmente impugna valores materiais nos indivíduos.


“A Igreja é um corpo em construção, em caminhada para a plenitude, onde nem tudo é perfeito”

Notícias de Fornos de Algodres: Quem é o Padre Abel?
Padre Abel Ferreira: Um sacerdote, com 37 anos de idade. O quinto de seis irmãos (dois irmãos e quatro irmãs), filho de Celestino Rodrigues e de Maria Dealina Ferreira.

NFA: Quando é que foi ordenado sacerdote?
P. AF: Fui ordenado na minha paróquia (Arões), a 24 de Setembro de 1995.

NFA: Quando ordenado padre, qual a sua primeira paróquia e onde foi celebrar a sua primeira Missa?
P. AF: Fiquei um ano como Pároco da minha paróquia e depois da Missa da ordenação, celebrei na capela de uma das aldeias da paróquia.

NFA: Quais os locais onde já exerceu o ministério?
P. AF: Depois da minha paróquia, estive 5 anos nas paróquias de Mamouros, Ribolhos, Pepim e Alva, do concelho de Castro Daire, tendo sido depois transferido para as actuais paróquias ao meu cuidado (Fornos de Algodres, Infias, Algodres, Cortiçô e Vila Chã), tendo colaborado também no Seminário como Director Espiritual.

NFA: Porque é que se supõe que um padre não pode casar e ter filhos?
P. AF: É, na verdade, uma norma da Igreja para os sacerdotes católicos, assumida de forma consciente por aquele que abraça a vocação sacerdotal. Aquele que avança para o sacerdócio está consciente deste compromisso, certo de que é um tesouro que se leva em vasos de barro.

NFA: Como encara o celibato?
P. AF: Antes de mais, encaro-o na linha da identificação com Cristo Sacerdote, mas também na linha de uma maior disponibilidade para servir o povo de Deus. É, pois, um dom de Deus à Igreja.

NFA: Deixar o sacerdócio em nome do amor é pecado?
P. AF: Talvez não devamos colocar a pergunta desse modo. Na verdade, amar não é pecado. No mesmo sentido, poderíamos perguntar: divorciar-se para voltar a casar é pecado? Pensemos antes que a maior virtude está na fidelidade aos compromissos assumidos diante de Deus e dos homens. A partir daí, talvez devamos fazer silêncio e não julgar.

NFA: Há alguma coisa que não concorde na Igreja?
P. AF: De forma geral, não. Sinto, contudo, que a Igreja é um corpo em construção, em caminhada para a plenitude, onde nem tudo é perfeito. Mas é a Igreja que amo e procuro servir dentro das minhas limitações.

NFA: Qual a grande missão dos sacerdotes nos dias de hoje?
P. AF: Penso que é sobretudo a de serem homens de Deus, que pela palavra e pelo exemplo, sejam no mundo portadores de esperança, ajudando as pessoas a descobrir a beleza da fé.

NFA: Nos nossos dias é ou não complicado ser padre?
P. AF: Nunca foi fácil. Mas penso que o tempo presente manifesta novas exigências, sobretudo pelas profundas mudanças sociais e culturais da sociedade actual.

NFA: No seu entender, o que é que actualmente afasta os jovens da Igreja?
P. AF: Penso que a Igreja tem dificuldade em propor-lhes Cristo de forma atractiva, diante das propostas da sociedade que atraem mais, pelo fácil, pelo imediato. O próprio ambiente cultural e social não ajuda. É difícil ter a coragem de ser diferente e abraçar outros valores e mentalidades que não apenas os que a sociedade tantas vezes vai impondo de forma agressiva.

(Leitura Integral da entrevista na versão em papel)

20 de novembro de 2008

“Operação Bombeiros 2008”

O Centro Cultural "Os Serranos" dos Estados Unidos da América vai promover um jantar com o objectivo de atribuir um donativo a cada corporação de bombeiros dos diferentes Municípios da Região Serrana. Este evento denominado "Operação Bombeiros 2008" terá lugar no Hotel Quinta dos Cedros em Celorico da Beira, no próximo sábado, dia 22 de Novembro.
É a primeira vez que esta entidade promove “uma iniciativa desta envergadura e direccionada para os bombeiros”, afirma Álvaro Melo, presidente da direcção da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Fornos de Algodres (AHBVFA), uma das corporações premiadas. A acrescentar a esta, encontram-se também os bombeiros voluntários de Gouveia, Melo, Vila Nova de Tazem, Folgosinho, Celorico da Beira, Seia, Louriga, Oliveira do Hospital, Mangualde, Nelas, Canas de Senhorim, Aguiar da Beira, Trancoso, Vila Franca das Naves, Covilhã e Penalva do Castelo.
O Centro Cultural “Os Serranos” é composto por serranos sedeados nos Estados Unidos da América (direcção) e em Portugal (assembleia geral e conselho fiscal). Para o convívio foram convocados os presidentes das várias autarquias, presidentes e dirigentes dos bombeiros e ainda os presidentes das federações de bombeiros dos distritos da Guarda, Viseu e Coimbra.
A juntar a esta iniciativa, Luís Pires, jornalista e presidente da entidade, e os restantes elementos do Centro Cultural, vão visitar os concelhos de Fornos, Seia, Mangualde, Aguiar da Beira, S. Romão, Trancoso e Covilhã. Em Aguiar da Beira vai ser apresentado o livro “O Anjo de Bordéus”, autoria do jornalista e publicação do Centro Cultural “Os Serranos”.

Peregrinação a Fátima foi um sucesso


Inserida nas comemorações dos 60 anos da corporação de bombeiros voluntários de Fornos, esta Peregrinação foi mais uma iniciativa da instituição, que envolveu os seus elementos e parte da população em geral.

Organizado pela Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Fornos de Algodres (AHBVFA), decorreu a II Peregrinação a Fátima em Bicicleta nos dias 15 e 16 de Novembro.
Entre participantes e logística, estiveram 25 adeptos que percorreram os 230 quilómetros em cerca de 15 horas. Álvaro Melo, presidente da direcção da AHBVFA, faz um balanço positivo da iniciativa, que decorreu como o previsto e sem contratempos. “As pessoas que vão sentem vontade de repetir a experiência, o que justifica um aumento dos participantes relativamente ao ano transacto” afirma o presidente. Até porque comparando com 2007, a organização deste ano teve a preocupação de visitar o percurso antecipadamente e fazer algumas alterações.
Os participantes tiveram a colaboração dos Bombeiros Voluntários do Pombal, que lhes cederam as instalações para pernoitarem.
Em 2009 é para repetir. “Tanto a Peregrinação como algumas das actividades realizadas este ano, devidos às comemorações dos 60 anos da associação humanitária, irão decorrer no próximo ano, nomeadamente o Torneio de Sueca, afirma Álvaro Melo, acrescentando ainda que devido “ao seu cariz, estas actividades acabam por envolver toda a população e não somente a corporação de bombeiros” No dia 7 de Dezembro, será comemorado o aniversário da associação com uma missa solene, com a actuação da Banda Filarmónica dos Bombeiros Voluntários do Vimioso, entre outras surpresas.

11 de novembro de 2008


Inserido nas comemorações dos 60 anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fornos de Algodres (AHBVFA), vai decorrer entre os dias 29 e30 de Novembro o II Torneio de Sueca da AHBVFA.

10 de novembro de 2008

Sopa de Água com Caça e Plantas Bravias venceu Festival de Sopas da Serra da Estrela

O Festival de Sopas da Serra da Estrela regressou com a nona edição. A freguesia de S. Paio, no concelho de Gouveia, voltou mais um ano a promover a sopa, integrada nas actividades da Feira e Cultura.
O palco do festival voltou a ser mais uma vez o recinto da Adega Cooperativa de S. Paio, com diversos stands individuais onde foram confeccionadas e dadas a saborear as diversas sopas a concurso.

Uma Sopa de Água com Caça e Plantas Bravias, confeccionado pela Junta de Freguesia de Juncais, foi considerado a «Melhor Sopa» do 9º Festival de Sopas da Serra da Estrela, realizado no domingo, 9 de Novembro, em S. Paio, Gouveia, por iniciativa da ADRUSE – Associação de Desenvolvimento Rural da Serra da Estrela. O prémio Melhor Sopa das Colectividades foi para o Caldo de Linhaça, apresentado pela Associação de Promoção Social e Recreativa de Juncais. Os prémios «Profissionais de Restauração», foram distribuídos da seguinte forma: 1º Prémio – Sopa de Truta (Restaurante Guarda – Rios), 2º Prémio – Creme de Pombos com Alecrim (Restaurante Abrigo das Courelas) e 3º Prémio – Sopa do Campo (Restaurante Glaciar).

5 de novembro de 2008

Estudantes do básico e secundário manifestam-se hoje

O Dia Nacional de Luta dos estudantes do ensino básico e secundário assinala-se esta quarta-feira com manifestações por todo o País, contra o novo regime de faltas e a criação da figura do director das escolas.
Os estudantes da EB 2,3/S de Fornos de Algodres saíram esta manhã à rua para manifestar o seu descontentamento perante o actual estatuto do aluno.
Um dos motivos da insatisfação é o novo regime de faltas, «injusto» para os alunos, devido à obrigatoriedade da realização de uma prova caso se excedam o limite de ausências, independentemente do motivo, mesmo que as faltas se devam a doença ou, por exemplo, à morte de um familiar. “Os alunos que estão doentes não merecem ser tratados como aqueles que estão no café, apesar de ambos estarem a faltar às aulas”, afirma Patrícia Cabral, aluna do 12ºC. Também Sílvia Moreira partilha a mesma opinião tal como os restantes estudantes “se estivermos uma semana de cama levamos as mesmas faltas que se estivéssemos numa viagem qualquer”.
Os alunos de Fornos percorreram a Estrada Nacional nº16 desde a escola até à Câmara Municipal porque “queremos que a nossa voz seja ouvida, que chegue ao Ministério da Educação” protesta Patrícia Cabral.
Dirigem-se indirectamente à ministra da educação pedindo alterações no novo estatuto do aluno com cartazes onde se liam mensagens como "Exigimos uma educação pública, gratuita, de qualidade e democrática para todos" ou "há que protestar, já lá vai o tempo das bocas amordaçadas" ou ainda "a educação não é um negócio".

31 de outubro de 2008

Entrevista ao arqueólogo António Valera

“A Arqueologia é uma disciplina científica que procura conhecer o passado humano através dos seus vestígios materiais”

Desde há 21 anos que António Valera se dedica ao estudo da história arqueológica em Fornos de Algodres. Um concelho pequeno mas com uma história riquíssima que remonta há sete mil anos atrás, e ele é testemunho disso. O gosto que sempre teve pela história e pelo campo levou-o a seguir o sonho.

Notícias de Fornos de Algodres: Quem é António Valera?
António Valera: Uma pessoa que foi aprendendo a gostar da Arqueologia, de conhecer e de pensar o conhecimento. Também gosta muito de Fornos de Algodres, do Sporting e de comer e beber.

N.F.A: O que o levou a escolher esta profissão?
A.V: Desde sempre o interesse pela história e pelo contacto com o campo. Depois de começar o vício tomou conta de mim.

N.F.A: O que o motiva a ser arqueólogo?
A.V: O prazer que isso me proporciona e a relevância social que reconheço nessa actividade.

N.F.A: Como é que define a arqueologia?
A.V: É uma disciplina científica que procura conhecer o passado humano através dos seus vestígios materiais. Está hoje profundamente articulada com outras ciências, tanto físicas e naturais (no domínio dos estudos arqueométricos – datações, estudos de matérias-primas, de técnicas de produção, estudos de restos orgânicos, etc.) como sociais (Antropologia, Sociologia, Filosofia). O seu contributo para o diálogo entre presente e passado e para a construção de identidades colectivas e individuais é central. Está progressivamente mais ligada às indústrias culturais, através da exploração turística do interesse suscitado pelos vestígios arqueológicos junto do grande público.

N.F.A: Quais as vantagens e desvantagens de ser arqueólogo?
A.V: Bom, as vantagens são fazer o que se gosta, poder participar na aventura da construção de conhecimento, as emoções do contacto com as materialidades que nos chegam do passado, o prazer que a divulgação desse trabalho proporciona, o circular por várias regiões. As desvantagens são a retribuição finaceira (que é comparativamente baixa), os momentos de frustração e desânimo perante uma sociedade ainda pouco motivada e formada para valorizar a “produção arqueológica” (material ou intelectual) e o cansaço que alguns “combates” (sem fim à vista) originam.

N.F.A: Quais são as possíveis áreas de intervenção de um arqueólogo?
A.V: Muitas. No ensino, na investigação, na divulgação patrimonial (logo na área do turismo cultural e científico), no ordenamento do território (inventariação, prevenção, gestão de património), no reforço das relações identitárias com o território, na minimização de impactes, trabalhando em instituições de ensino, museus, autarquias, empresas, serviços da administração central e, naturalmente, sendo cidadão em plenitude, isto é, tendo uma intervenção cívica activa.

N.F.A: O que é que é necessário fazer antes de começar a exploração de determinado local?
A.V: Antes de mais, ter uma boa razão para o fazer, a qual pode ser de natureza científica (um projecto de investigação de uma determinada temática), ou patrimonial (por exemplo, minimizar o impacte de uma obra ou pretender valorizar patrimonialmente um sítio). Depois, e partindo do princípio que se é dententor das habilitações exigidas por lei, elaborar um projecto de intervenção e fazer um pedido de trabalhos arqueológicos à tutela (Ministério da Cultura). Só com essa autorização, que é conferida caso a caso, se pode intervir em qualquer contexto arqueológico.

N.F.A: Existe arte na arqueologia?
A.V: Claro que sim. Toda a actividade científia é também arte. Stefen Jay Gold, um ilustre paleontólogo custumava dizer que os cientístas se comportam frequentemente como artistas, quer através da emoção e sensibilidade que põem no seu trabalho, quer através da criatividade com que o executam. O acto científico é um acto criativo, feito por homens para os homens e comporta nele intuição, criatividade e até alguma poesia. Tem, pois, muito de arte. Mas se entendermos o termo arte numa perspectiva mais restrita, mais de procedimento técnico, então também a Arqueologia é uma arte no sentido em que tem processos metodológicos próprios, como qualquer outra ciência

N.F.A: Qual é a actual situação da arqueologia em Portugal?
A.V: Vive dias dramáticos. Os problemas gerais que afectam Portugal e o mundo em geral, reflectem-se primeiro e com maior impacto em actividades frequentemente (mal) consideradas menos essenciais. A cultura é uma dessas áreas e, dentro dela, a Arqueologia. O desinvestimento público no estudo e preservação do património arqueológico é uma evidência e a crise económica retrai os apoios privados. Depois de um progresso assinalável neste capítulo, Portugal dá sinais de não ter uma política para o seu património em geral e arqueológico em particular.

“A investigação em Fornos de Algodres é um “case study” reconhecido por muitos investigadores”

N.F.A: Que ligação tem a Fornos de Algodres?
A.V: Ia passar férias a Figueiró da Graja, em casa de pessoas amigas da minha mãe, quando era garoto (entre os 5 e os 13 anos). Depois, como comecei a trabalhar em arqueologia na Beira Alta, voltei e dedico-me à arqueologia em Fornos de Algodres desde 1987, há 21 anos portanto.

N.F.A: Como avalia o trabalho realizado em Fornos de Algodres, pela autarquia e outras entidades, em defesa, estudo e divulgação do património histórico e arqueológico?
A.V:É um trabalho meritório e que foi pioneiro na região em muitos capítulos. Naturalmente que, dadas as limitações que o próprio concelho apresenta, sempre houve dificuldades, só superadas com empenho e dedicação. Mas essas dificuldades só valorizam o que foi feito nestas duas décadas. Agora é preciso perceber que o que foi feito também trás mais responsabilidades ao presente e ao futuro. Há muito trabalho a fazer no que respeita ao património arqueologico em Fornos, quer junto do dito (por exemplo em termos de manutenção) quer sobretudo junto das pessoas (com particular relevância junto das mais novas).

N.F.A: Quando foram feitas as primeiras intervenções arqueológicas no concelho e onde?
A.V: Como disse, comecei em 1987 com prospecções e em 1988 com o início da escavação do Castro de Santiago (durante oito campanhas anuais), a que se seguiram muitos outros sítios ao longo dos tais vinte anos (Fraga da Pena, Malhada, Quinta da Assentada, Quinta das Rosas, Provilgas, Torre, para além da permanente realização de prospecções e identificação de novos sítios)

N.F.A: Faça um enquadramento da situação arqueológica em Fornos.
A.V: É um concelho pequeno, mas com grande riqueza arqueológica, representativa de diferentes períodos da história da ocupação humana deste espaço. Os vestígios recuam ao início do Período Neolítico, há 7000 anos atrás, nas Quintas da Assentada e Rosas, tem dois monumentos megalíticos, tem povoados e um sítio cerimonial (Fraga da Pena) das Idades do Cobre e Bronze. Tem ainda inúmeros vestígios romanos, desde povoações a troços de estradas, tem necrópoles e templos medievais, e tem tudo isto numa paisagem que ainda preserva alguns dos seus traços antigos que ajudam a perceber este povoamento ao longo do tempo.
O roteiro que existe permite dar conta de uma parte muito significativa deste património, mas há sempre mais a contar e a ver.

N.F.A: Pode fazer uma descrição do espólio arqueológico que se encontra no CHIAFA?
A.V: No CIHAFA está uma exposição permanente que documenta em pormenor os principais sítios Pré-Históricos e o período de vida deste território desde há 7000 anos até há cerca de 3000 (4000 mil anos de história, portanto). Apresenta ainda alguns dos vestígios do período romano e da Idade Média existentes no concelho, mas de forma menos desenvolvida. Nos depósitos do CIHAFA estão guardados todos os materiais arqueológicos provenientes das modernas escavações no concelho.

N.F.A: Está a trabalhar nalgum projecto actualmente?
A.V: A última escavação, na Quinta das Rosas em Maceira, está interrompida e pretendo voltar a retomá-la e terminar a intervenção neste sítio pré e proto-histórico. Tenho apresentado em diversos congressos, em Portugal e no estrangeiro, os resultados da investigação em Fornos de Algodres. É um “case study” reconhecido por muitos investigadores.

N.F.A: Projectos futuros (a nível arqueológico) para Fornos de Algodres existem?
A.V: Gostaria de conseguir imprimir uma profundidade e continuidade de investigação para o período romano semelhante à que foi conseguida para a Pré-História, o que passa por encontrar um jovem investigador deste período competente e interessado (pois a minha especialidade é Pré-História).
Por outro lado, seria importante expôr no CIHAFA os resultados das escavações em Algodres, dar outra dinâmica ao roteiro arqueológico e a actividades culturais que envolvam o património arqueológico concelhio e à necessária política de manutenção dos sítios visitáveis.

PERFIL
António Carlos Valera nasceu em Londres a 25 de Agosto de 1962 e licenciou-se em História e História variante arqueologia em 1990. Tirou o mestrado em Pré-História e Arqueologia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), onde se doutorou em Arqueologia.
Além de estar ligado a um conjunto de associações na área do património arqueológico, é também responsável pelo Núcleo de Investigação em Arqueologia (NIA). Na mesma instituição já foi responsável pelo Departamento Técnico entre 2002 e 2006. Hoje, é igualmente director do gabinete de arqueologia e do Centro Histórico de Interpretação Arqueológica de Fornos de Algodres (CHIAFA). Tem responsabilidades de direcção de campo desde 1985, em mais de duas dezenas de sítios arqueológicos, alguns dos quais com intervenções durante vários anos.
Publica regularmente, contando já mais de 60 títulos entre livros e artigos em revistas da especialidade. Gosta de ler, praticar desporto e passear, elegendo como livros preferidos, recentemente lidos, Ortega y Gasse na área da filosofia e Herman Hesse na literatura. No estrangeiro tem muitos arqueólogos como referência mas em Portugal cita Jorge Alarcão e Susana Jorge como algumas das suas influências importantes.

24 de outubro de 2008

Uma pedalada até Fátima


Organizado pela Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Fornos de Algodres (AHBVFA), vai decorrer a II Peregrinação a Fátima em Bicicleta a Fátima nos dias 15 e 16 de Novembro.
A organização lembra que é obrigatório o uso de capacete, juntamente com o Termo de Responsabilidade assinado pelos pais no caso de ser menor. E no caso de ter menos de 16 anos, só é aceite a participação quando acompanhado por um familiar. É de salientar ainda que a mesma não se responsabiliza por qualquer dano físico ou material durante a Peregrinação.
As inscrições têm um custo de 25 euros (seguro, alojamento, alimentação e apoio de Ambulância já incluídos) e estão abertas ao público até ao próximo dia 7. Para mais informações ou inscrições poderão contactar: Luís Ventura – 965 173 201 ou AHBVFA – 271 700 700.

23 de outubro de 2008

V Passeio Micológico

Em cada Outono, quando tudo se prepara para um prolongado período de hibernação, a natureza excede-se para nos apresentar o complexo e misterioso mundo dos cogumelos. São dezenas de milhares as espécies que nesta altura do ano brotam para satisfazer desejos à mesa

Organizado pela Casa do Pessoal da Câmara Municipal de Fornos de Algodres (CPCMFA) e pela Junta de Freguesia de Juncais com o apoio da câmara local e Junta de Freguesia de Algodres, vai decorrer no próximo dia 22 de Novembro o V Passeio Micológico.
O programa para esta quinta edição começa às 9H com o encontro dos participantes na antiga sede do concelho em Algodres com saída de campo marcada para uma hora depois. Haverá um almoço micológico e às 15H apresentação de dois painéis no Auditório do novo Centro Cultural. O primeiro intitulado “A importância dos fungos nos sistemas florestais” presidido por Rafael Neiva, representante do Parque natural da Serra da Estrela, e o segundo painel “A experiência do Grupo Micológico Galego” da autoria de Purificacion Lourenzo da Universidade de Vigo. Às 16H30 decorrerá uma sessão de identificação, classificação e exposição dos cogumelos recolhidos com encerramento do encontro uma hora mais tarde.
Os interessados deverão fazer a inscrição até ao próximo dia 15 de Novembro e levar consigo no dia do passeio botas de campo, roupa confortável, impermeável, um pequeno cesto e um canivete. Papel de alumínio, lupa e máquina fotográfica a organização deixa ao critério de cada um.

21 de outubro de 2008

Linda-a-Velha visita Fornos de Algodres

Uma centena de pessoas oriundas de Linda-a-Velha acompanhadas pelo presidente da junta local, José Pedroso Barroco, deslocou-se a Fornos de Algodres no passado sábado.
Depois do almoço servido pelo café “O Pote”, no salão dos Bombeiros Voluntários de Fornos de Algodres, as gentes de Linda-a-Velha deslocaram-se aos Paços do Município onde foram recebidas pelo Presidente da Câmara Municipal, José Miranda, e apreciaram uma exposição de pintura patente neste edifício, da autoria de vários pintores, com motivos alusivos ao concelho. Depois desta visita seguiu-se o Centro de Interpretação Histórica e Arqueológica de Fornos de Algodres (CIHAFA), local onde lhes foi explicado a história dos vários sítios arqueológicos existente no concelho.
Paralelamente, decorreu uma reunião com o Centro de Orientação e Ocupação de Tempos Livres de Linda-a-Velha na pessoa de Luís Miguel Costa Menano Maia e Maria Teresa Nobre Paulo Rodrigues Maia, conhecedores da realidade do concelho, durante a qual foi assinado um certificado de colaboração no sentido de contribuir de forma solidária, para a educação de crianças carenciadas do pré-escolar e do 1º ciclo do ensino básico de Fornos de Algodres, através da promoção de actividades educativas que visem o desenvolvimento e o bem-estar das crianças e do envio de material escolar.

17 de outubro de 2008


Vai decorrer no próximo Domingo, dia 19 de Outubro, uma caminhada com o intuito de ajudar os peregrinos que têm por hábito percorrer o trajecto entre Fornos e Vila Soeiro, na Festa de Nª Sª da Saúde.
O ponto de partida será às 9h na capela de Nª Sª da Graça e o ponto de chegada na capela de Nª Sª da Saúde. Um percurso num total de 7 km com duração aproximada de 1H45.

15 de outubro de 2008

Ciclo de Teatro de Outono

Teve início no passado dia 11 de Outubro, o Ciclo de Teatro de Outono que o Inatel leva a cabo todos os anos no último semestre. A Delegação da Guarda organiza este ciclo em conjunto com as várias autarquias, dividindo os custos do evento. Nele, participam grupos do distrito (Aquilo Teatro, Escola Velha, Teatro Imaginário, Senna em Palco, Guardiões da Lua e Gup’Arte) e grupo de fora (Teatro Olimpo, de Ansião, e Vaatão, de Castelo Branco).
Este ciclo é composto por uma série de espectáculos a realizar em Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Sabugal, Manteigas e Pinhel.
O Ciclo pretende fazer circular os Grupos de Teatro do distrito por várias localidades incentivando o gosto pelo espectáculo teatral e encorajando a actividade dos pequenos grupos locais.
Em Fornos de Algodres, o Teatro Imaginário, leva ao palco, no dia 6 de Dezembro, no auditório da Associação de Promoção Social, Cultural e Desportiva de Fornos de Algodres (APSCDFA) pelas 21h30, “Tão Longe” e “Presépio Mambembe”.

14 de outubro de 2008

“Temos necessidade de criar novas candidaturas”

Uma formação que se destina a activos empregados ou desempregados que desejem desenvolver competências nalguns domínios de âmbito geral ou específico.

A Associação de Promoção Social Cultural e Desportiva de Fornos de Algodres (APSCDFA) candidatou-se mais uma vez ao Programa Operacional Potencial Humano – Tipologias 2.2 e 2.3 – Formações Modulares Certificadas, com vista ao completamento e à construção progressiva de uma qualificação profissional que visa colmatar lacunas de conhecimento.
Integrada no Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ), este programa há já alguns anos que se realiza no concelho com formação para adultos. Assim sendo, “esta formação foi o meio que nós conseguimos para dar resposta a determinadas necessidades que temos e, a partir do momento em que se cria um nível de execução, essas necessidade ficam infiltradas na comunidade e na própria instituição”, afirmou Susana Carrola, socióloga e directora do programa.
Os cursos a que a APSCDFA se candidatou são de várias tipologias, nomeadamente Ciências Informáticas, Trabalhos Social e Orientação, Comércio, Hotelaria e Restauração e Materiais. “Aderimos aos três primeiros por necessidade da instituição e ao curso de Materiais (indústria de madeiras) pelo facto de alguns empresários nos terem transmitido essa necessidade”, afirma a directora. Envolvidas no projecto através da formação dos seus próprios funcionários estão também as associações de Vila Ruiva, Maceira e Ramirão e ainda a Liga dos Amigos da Matança.
Os cursos são abertos ao público e estão ainda a decorrer inscrições. Somente as áreas de informática, hotelaria e restauração “que no nosso caso é mais direccionado para a cozinha, higiene e segurança alimentar, nutrição e implementação do sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controlo (HACCP), e animação estão completamente preenchidos com as aulas já a decorrer”, acrescenta Susana Carrola. Estes cursos começam com um nível introdutório e vão evoluindo a nível de especificidade.
“Nós há uns anos atrás tivemos formação de activos e é interessante. Inicialmente há sempre uma dificuldade na angariação de formandos, mas actualmente estão mais interessados e motivados para estas formações”, conclui.